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Finanças para Médicos: Os riscos da automedicação

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Finanças para Médicos: Os riscos da automedicação

Finanças para Médicos: Os riscos da automedicação

Anos e anos de dedicação, noites em claro, altos custos com os estudos, residência muitas vezes sem remuneração ou simbólica é uma realidade comum e normal nos primeiros 10 anos. Os investimentos se propagam ao longo da vida como, seminários, congressos, especialização, doutorado, mestrado, nacional ou internacional, consultório próprio…

Tornam-se exímios profissionais com responsabilidades intangíveis. Geralmente tem boa remuneração, portanto querem desfrutar de seus esforços adquirindo imóveis de alto padrão, casa de veraneio, carros de luxo, viagens internacionais, bons restaurantes, vinhos, educação primorosa para os filhos, etc. Ótimo e com todo o mérito!

Onde está o problema então? Falta de planejamento e/ou conhecimento, causado na maioria das vezes pela escassez de tempo e/ou pouca motivação em aprender sobre o assunto.

Normalmente, a renda é alta e o risco dela faltar é pequeno, por isso a maioria dos médicos não se preocupam com o futuro nem no médio nem no longo prazo. Além disso, não tem tempo para se dedicar aos estudos no que tange a área financeira. Portanto, acabam se automedicando e investindo seja naquilo que o gerente do banco sugere, seja baseando-se em opiniões de amigos ou perpetuando estratégias que deram certo para seus familiares no passado. São como as pessoas que se consultam com o Dr. Google. Desta maneira, mesmo os que não se endividam, costumam tomar decisões equivocadas que lhes custam até milhões de reais durante a vida. Por exemplo: Um jovem médico que aplica hoje R$ 100 mil em um CDB que paga 95% do CDI, em 2036 terá aproximadamente R$ 1milhão*. Com o mesmo valor investido em CDB a 120% do CDI teria mais de R$ 2 milhões*!!! Quero dizer que apenas cerca de 0,30% de rentabilidade mensal a menos, por 20 anos, impacta em perder o dobro na construção do patrimônio/ aposentadoria.

Outro caso muito comum são as pessoas que deixam tudo ou grande parte de seus investimentos em fundos de renda fixa com liquidez diária em bancos de varejo, perdendo milhares de reais mensalmente sem perceberem e/ou muitas vezes nem obtém o rendimento necessário para pagar a inflação.

É como um paciente que se automedica, que na melhor das hipóteses pode estar tomando subdoses e se prejudicando gradativamente. E na pior hipótese, acha que está fazendo o certo e na verdade esta se envenenando. O que ocorre no campo financeiro com os médicos é análogo a Hipertensão ou Diabetes, ou seja, um problema silencioso, muitas vezes assintomático, que potencialmente se tornará grave no futuro. Como diz o dito popular: “É melhor prevenir do que remediar”.

Decisões sobre aplicações, compra de imóvel, planejamento de aposentadoria, locar ou comprar o consultório, entre outras, são eficazes quando devidamente calculadas de forma complexa, levando em consideração a rentabilidade, taxa de juros, inflação e impostos. Para tomar estas decisões é muito importante o emprego de conhecimento amplo e específico em finanças porque, tomadas de forma equivocada, podem impactar negativamente por muitos anos no patrimônio.

Neste artigo, médicos foram o exemplo, mas estes problemas acontecem com advogados, engenheiros, administradores, ou seja, com qualquer pessoa que não tem conhecimento apurado em finanças.

Contudo recomendo que comecem a estudar fortemente sobre finanças ou procure um profissional para auxiliá-lo. O Planejador Financeiro é como um Clínico Geral que fará uma anamnese para diagnosticar sua atual situação financeira e o ajudará a planejar seus projetos futuros e independência financeira. Muitas vezes, caso necessário, este profissional discute seu caso com uma equipe multidisciplinar para sugerir medidas de prevenção ou o melhor tratamento.

FONTE: http://qifinanceiro.com.br/financas-para-medicos/

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